Entre 1967 e 1981 o contribuinte de imposto de renda tinha opção de aplicação de parte do imposto devido (em média 10%) no fundo de investimento, batizado de 157. O fundo foi extinto em 1983 e muitos contribuintes acharam que haviam perdido o dinheiro e “esqueceram” do investimento.
Esse esquecimento ocorreu em aproximadamente 2,6 milhões de aplicações que somam em torno R$ 1,5 bilhão para resgate, informa a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) — órgão do governo que regula o mercado financeiro.
Para resgatar esse valor, a primeira providencia é verificar no site da CVM se há algum saldo. Para tanto, basta acessar – http://cvmweb.cvm.gov.br/SWB/Sistemas/SCW/CPublica/FormBuscaCota157.aspx
Se houver saldo, basta procurar o banco depositário e comprovar o investimento. O documento válido como comprovante de aplicação é o Certificado de Compra de Ações (CCA), com a chancela mecânica da instituição administradora do Fundo ou um extrato, mesmo que antigo, evidenciando o investimento com a quantidade de cotas.
Observe que vários bancos foram vendidos/incorporados no período. Assim, por exemplo: quem tinha aplicação no Unibanco deve procurar o Banco Itaú. Quem tinha aplicação no Bamerindus deve procurar o Banco HSBC e assim por diante (veja abaixo uma tabela completa).
As informações fornecidas pela CVM são baseadas em dados de abril de 1996, fornecidos pelos próprios bancos. Assim, caso tenha havido saque após 1996 é possível que haja a informação de existência de saldo, mas ele pode estar zerado.
Se for o caso de cotistas falecidos, seus dependentes diretos podem recuperar o dinheiro, mas nesse caso é necessário realizar inventário. É aconselhável verificar o valor real do benefício porque o valor do saldo varia de acordo com o montante que foi aplicado na época, tempo de contribuição e qualidade da administração dos fundos.
Outras informações também podem ser obtidas pelo telefone 0800 722 5354.
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